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Ismênia de Jesus Azevedo, casada com Aurélio Augusto Mesquita de Azevedo, trás à luz no dia 14/12/1884, em Portugal em localidade de Rio Dades o espírito reencarnante que recebeu o nome de Maria da Piedade.
Dessa data e passando pela infância, juventude, seu casamento com Miguel Máximo, nada se conhece.
Resultado desse enlace, cria-se o casal Maria e Miguel Máximo, como seriam conhecidos até os dias de hoje. Profissionalmente viviam das glórias da ribalta sob os aplausos entusiasmados do grande público amante da arte cênica. Constituindo o Duo Max, representaram pelos palcos da Europa, criando celebridade e forjando uma fama que os traria ao Brasil, onde, sem que o soubessem o destino lhes reservava uma tarefa totalmente diferente.
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Após anos de representação e aplausos, o buscado pagamento dos que se dedicam a tão difícil tarefa, a mediunidade, essa ferramenta de trabalho e ressarcimento de dívidas, para com as leis eternas de Deus, eclode em Maria Máximo determinando mudanças de rumos.
As cortinas descem, se fecham. As luzes da ribalta apagaram-se. Os palcos ficaram vazios do Duo Max, tão festejado, o público não o pode mais aplaudir.
Entretanto, novo palco e novos cenários, para um interminável público de angustiados e sofredores surgia desafiando sua capacidade espiritual.
Maria Máximo não teve muita dificuldade em se adaptar à arte da caridade, pois inteligente e generosa a todos acolhia e confortava espalhando esperança e alegria, reconfortando e estimulando a fé. Sua extraordinária lucidez doutrinária aliava a bondade da criatura evangelizada e a energia empreendedora própria daqueles que têm tarefa inportante a cumprir no plano da carne.
Médium clarividente, auditiva, psicógrafa, de desdobramento, de transfiguração, psicofonica e de excepcional capacidade curadora, atendia diuturnamente as pessoas que a procuravam vindas de toda a parte. Expositora inspirada, era ouvida por grande assistência em absoluto silêncio. Pessoas das camadas sociais mais simples até as de grande cultura e elevada posição social e financeira, buscavam-na sequiosos de esclarecimento e consolo.
Não se limitou apenas à parte doutrinária e mediúnica, mas como boa samaritana, sentia o grande drama da infância abandonada, dos famintos e desamparados.
Em janeiro de 1937, fundava o Centro Espírita "Ismênia de Jesus", localizado na Rua Pereira Barreto, n° 34, no bairro do Gonzaga, na cidade de Santos.
Aproximadamente um ano após, muda-se a sede para a Av. Conselheiro Nébias, n° 490. Mas já em dezembro de 1939, ampliam-se as condições de materializar o ideal de sede própria, pois juntamente com seus companheiros de então, inaugura sede própria na Rua Campos Melo, n° 312 servida por um salão para 600 pessoas e um berçário que acolhia mais de 20 crianças abandonadas.
O Centro Espírita "Ismênia de Jesus", passa a ter sua sede própria com o apropriado nome de Casa dos Pobres, até os dias de hoje marcado no cimento em sua fachada.
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