Considerar a criança como um espírito em evolução, cujas diferentes capacidades devem ser estimuladas a fim de alcançar o desenvolvimento integral é o trabalho diário de nossa creche.

    
     Além do mais, trabalhar­-lhe o congnitivo, o intelectual exercitação do cérebro bem como um ajustado relacionamento interpessoal, no lar, na obra, na escola, onde quer que ela se encontre, pensamos como indispensáveis no trabalho junto ao menor carente. Certamente, estas atividades deverão vir acrescidas da reflexão e do estudo Doutrina Espírita e Evangelho de Jesus, de acordo com cada faixa de idade.

     O trabalho espírita reclama, desta forma, um preparo maior do voluntário que se engajar na obra assistencial. Não falamos em títulos acadêmicos, pois não estamos preocupados com eles, mas, sim, com pessoas realmente interessadas, auto-motivadas e preparadas para o trabalho de reconstrução do homem integral.

     Todos sabemos que Doutrina Espírita é cultura porque os livros que constituem a obra kardequiana é o tratado mais completo, uma vez que toca nas três áreas do conhecimento humano: Ciência, Filosofia e Religião. Assim, está longe o tempo em que nos preocupávamos tão-somente com o “sermos bonzinhos”. O aprimoramento do homem se dá através do cultivo das "duas asas”: do coração e a da sabedoria, como bem assinalam Néio Lúcio, Emmanuel e tantos outros amigos espirituais.

     Se nos propusermos a auxiliar o outro - e este é, sem duvida, o empreendimento mais notável e grandioso que podemos realizar no campo do espírito – julgamos indispensável que nos capacitemos para tanto. Sem este preparo será difícil realizarmos essa tarefa num mundo em constante mutação e, além do mais, estaremos relegando a plano secundário o aspecto atualidade com que a Doutrina Espírita se inscreve na cultura de nosso tempo.

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Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso, primeiro, que cada um saiba julgar-se a si mesmo."
(L.M. cap. XXIV)