Não se limitou apenas à parte doutrinária e mediúnica, mas, como boa samaritana, sentia grande drama da infância abandonada, dos famintos e desamparados.

      Em janeiro de 1937, fundou o C.E.I.J.. Em dezembro de 1939, inaugura sede própria servida por um salão para 600 pessoas e um berçário que acolhia mais de 20 crianças abandonadas. Já em 1941, inaugurava ampla cozinha e refeitório com 225 m², que passam a distribuir alimento a mais de 200 pessoas diariamente. Já em 07 de setembro de 1944, inaugura um prédio de 1200 m², para dar assistência às mães solteiras. Em 10 de abril de 1947 é inaugurada a Escola Espiritualista “Ordem e Progresso”, com prédio com mais de 1300 m².

      Os trabalhos nas áreas assistencial e espiritual não davam trégua, nem descanso, a qual se dedicava de corpo e alma, sem deixar-se abater espiritualmente, renovando suas forças nas necessidades alheias, esquecia sempre de si. Animada por grande fé em Deus e idealismo cristão, Maria Máximo realizava, mas, sofria os desgastes do corpo físico, natural e inexorável.

      Devido ao agravamento progressivo e acentuado do seu estado de saúde os irmãos de ideal, seus companheiros no trabalho, levaram-na para repousar na Granja “Fé, Esperança e Caridade” (doada por volta do ano de 1944), onde ficava a colônia de férias para as crianças internas em Santos, quando em tarde ensolarada, no seu exílio forçado no local onde hoje funciona o Lar Escola “Ismênia de Jesus” para 90 crianças. Aos 10 de agosto de 1949, particular deficiência coronária fez parar seu coração. O coração que, no plano do sentimento, figurativo, vibrou a pleno amor numa dedicação sem limites.

      Essa existência terrena pelo vigor de ideal, desprendimento e trabalho, continua a produzir frutos.

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Para julgar os espíritos, como para julgar os homens, é preciso, primeiro, que cada um saiba julgar-se a si mesmo."
(L.M. cap. XXIV)